Seu filho não sabe o que é melhor para ele – por Cris Leão

Seu filho não sabe o que é melhor para ele | ANTES QUE ELES CRESÇAM

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Quantas vezes você já ouviu: “Meu filho não gosta de dormir cedo.” “Meu filho só come porcaria.” “Ele quer ir pra escolinha.” (mesmo tendo 11 meses e nem sabendo falar) “Ele adora Coca Cola” (porque olha quando alguém abre aquela garrafa vermelha, preta e branca, que solta aquele líquido marrom com bolinhas espumantes e que fazem barulho)

Essas e muitas outras frases são comuns, tão comuns que eu diria que são a regra da relação entre pais e filhos hoje em dia. O pai e a mãe sendo presentes ou não, estando focados na criação dos filhos ou não – perderam a voz e a razão. Quem está decidindo hoje em dia são as crianças. E será que elas sabem o que estão fazendo?

Semana passada assisti um seriado (sobre família e relações humanas) chamado Transparent da Amazon – ganhador do Globo de Outro. O protagonista é um pai divorciado de 70 anos de idade, que decide dividir seu segredo com a família: ele é transexual e se chama Maura. Os três filhos são pessoas completamente egoístas e imaturas, com vidas bagunçadas mas ao mesmo tempo muito humanas. (Todas as histórias são possíveis) A mensagem que percorre os capítulos é de que na verdade só passamos a conhecer nossos pais quando somos adultos e então percebemos como aquelas características nos são familiares e assim conhecemos melhor a nós mesmos.

Eu não gosto muito de assistir televisão. Mas dessa vez fiquei viciada e vi tudo, do começo ao fim. A história, os personagens, os diálogos, tudo é perfeito, tudo é verdadeiro. Para citar duas situações marcantes:

A jovem pergunta aos pais:(faixa de 30 anos, que vive perdida na vida: não sabe se é homem ou mulher, se trabalha, se estuda e entre uma dúvida e outra, bebe muito e usa drogas)

Por que eu não tive Bar Mitzvá (cerimônia judaica)?

Os pais respondem: Porque você não queria.

A jovem: Eu tinha 13 anos!!! Como eu poderia decidir isso?

E na cena final, a família jantando pegando a comida direto da colher na panela e levando a boca, todos falando ao mesmo tempo (sempre cada um só fala de si mesmo). Chega um adolescente (que não foi criado nessa família) e pergunta: “Vocês não fazem oração antes das refeições? Vamos fazer todos de mãos dadas porque assim fica mais forte.” Eles fazem. E pela primeira vez, em todo o seriado, aquela família está em comunhão, está unida.

As famílias mudaram, as mulheres mudaram, os homens mudaram. Mas não vamos esquecer que as crianças ainda precisam das mesmas coisas: precisam de adultos para educá-las. Se engana quem acha que porque tem filho, tem marido, logo tem família. Não. Como tudo na vida que é grande e bonito, ter família dá trabalho. A “família” precisa ser criada: plantada, cuidada, regada para então existir. Nunca perfeita, mas nos limites da existência: existir.

Eu não sei de nada, mas desconfio que para caprichar no arroz e feijão da vida é preciso colocar uma bela pitada de fé, ordem e amor.

Por Cris Leão

Conto para a Preparação da Páscoa

Para ajudar na preparação da magia; do esconder e encontrar  os ovos, envio  um belo conto. Boa diversão!

*para contar em casa, podem trocar o “portão da escola” por portão de casa*

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O Coelho da Páscoa (Conto Russo)

Era uma vez um pai coelho de Páscoa e uma mãe coelha de Páscoa que tinham sete filhos. Ao aproximar-se a época da Páscoa, eles resolveram testar os coelhinhos para ver qual deles era o verdadeiro “coelho de Páscoa”.

A mãe pegou uma cesta com sete ovos e pediu para que cada filho escolhesse um para esconder.

O mais velho pegou o ovo dourado e saiu correndo por campos e montes até chegar ao portão da escola, mas deu então um salto tão grande e tão apressado que caiu de mau jeito quebrando o ovo. Esse não era o verdadeiro coelho de Páscoa.

O segundo escolheu o ovo prateado e pôs-se a caminho. Ao passar pelos campos encontrou a raposa. Esta queria comer o ovo e pediu-o ao Coelho. Ele não lhe quis dar. A raposa prometeu-lhe então uma moeda de ouro, conseguindo assim que o coelho a seguisse até sua toca. Chegando lá, a raposa escondeu o ovo e, com cara feia, mostrou os dentes como se quisesse comer o assustado coelhinho que saiu correndo o mais que pôde. Esse também não era o coelho de Páscoa.

O terceiro escolheu o ovo vermelho e pôs-se a caminho. Ao atravessar o campo encontrou-se com outro coelho e pensou: “Ainda tenho muito tempo. Vou lutar um pouco com ele”. Os dois coelhos lutaram e rolaram tanto pelo chão que amassaram o ovo. Também esse não era o verdadeiro coelho de Páscoa.

O quarto pegou o ovo verde e pôs-se a caminho. Quando passava pela floresta ouviu o chamado da Pega (1) que, pousada no galho de uma árvore, gritava: “Cuidado! A raposa vem vindo!”. O coelho assustado olhou à sua volta procurando um lugar para esconder o ovo.

– “Dá-me o ovo que eu o esconderei em meu ninho”, disse a Pega. O coelho deu-lhe o ovo mas, percebendo que não havia raposa alguma quis o ovo de volta. A Pega respondeu maldosamente: ”O ovo está muito bem guardado no meu ninho. Vem buscá-lo se quiseres”. Esse também não era o verdadeiro coelho de Páscoa.

O próximo escolheu o ovo cinzento. Quando ia andando pelo caminho chegou a um riacho. Ao passar pela ponte viu-se espelhado nas águas. Ficou tão encantado com sua própria imagem que se descuidou do ovo indo este se espatifar numa pedra. Esse também não era o coelho de Páscoa.

O outro coelhinho escolheu o ovo de chocolate e pôs-se a caminho. Encontrou-se com o esquilo que lhe pediu para dar uma lambida no ovo. – “Mas este ovo é para as crianças”, disse o coelho.

O esquilo insistiu tanto que o coelho deixou que ele desse uma lambida no ovo. O esquilo achou-o tão gostoso que o coelhinho resolveu dar também uma lambidinha. Lambida vai, lambida vem, os dois acabaram comendo o ovo. Esse também não era o coelho de Páscoa.

Chegou então a vez do mais jovem. Ele escolheu o ovo azul. Quando passou pelo campo, veio-lhe ao encontro a raposa, mas o coelho não entrou na conversa dela e continuou o seu caminho. Mais adiante encontrou o outro coelhinho que queria lutar com ele, mas ele não parou. Continuou caminhando até chegar à floresta. Ouviu os gritos da pega – “Cuidado! A raposa vem vindo!”. O coelho não se deixou enganar e continuou seu caminho. Chegou então ao riacho e cuidadosamente atravessou a ponte sem olhar para sua imagem refletida na água. Encontrou-se mais adiante com o esquilo mas não lhe permitiu lamber o ovo, pois este era para as crianças.

Chegou assim até o portão da escola. Deu um salto nem curto nem longo demais, chegando ao outro lado sem danificar o ovo. Procurou um esconderijo adequado no jardim da escola onde guardou cuidadosamente o ovo. Esse era o verdadeiro “Coelho de Páscoa”!

(1) Ave que vive na Europa e que leva objetos cintilantes para seu ninho

As crianças e a Época da Páscoa

Hoje queremos contar um pouco de como trabalhamos a Época da Páscoa no Jardim de Infância Waldorf  e algumas sugestões  de  como  podem  trabalhar em casa  este momento tão especial.

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As crianças e a Época da Páscoa

As festas do ano são um acontecimento importante na vida e no ritmo da criança e mesmo do adulto. Se tentarmos nos lembrar de nossa infância, as festas parecem pequenas pedras preciosas em nossas vidas, A civilização moderna, tão consumista incentiva apenas o lado comercial dessas festas, mas elas têm um profundo sentido espiritual e são marcos importantes no ritmo do ano.

A criança vivencia-as de uma forma direta e simples, pois participa com todo o seu ser. Sua alma fica satisfeita pela repetição anual das mesmas experiências, da chegada “novamente” de uma época, com as mesmas canções, as mesmas histórias, a casa decorada sempre do mesmo modo.

Esperar, preparar e festejar uma festa produz na criança alegria e felicidade. Desperta nelas um sentimento de admiração, veneração, entusiasmo e gratidão para com a vida. A alegria vivenciada pela criança em sua infância traz leveza para seu corpo, metamorfoseando-as em forças para enfrentar e vencer as dificuldades que surgem na vida adulta futura.

O mais importante para vivenciar uma festa e sua época é o preparo interno do adulto e do ambiente. Este preparo pode ser norteado por algumas questões:
– relacionadas com esta época?
_ O que devo tirar do ambiente e o que devo colocar? O que esta época traz em sua essência?
– Qual o sentido dela, e como quero trazê-lo para as crianças?
– Como a natureza se mostra neste momento?
– Quais os símbolos e imagens que carregam verdades?

Esta é a época da Paixão e da Ressurreição. Paixão vivenciada com a morte e Ressurreição vivenciada com a vida!

Na Educação infantil vivenciamos a “Época da Páscoa” que vai da Paixão-Páscoa-Ascensão-Pentecostes.

A principio nos preparamos internamente para o momento da Paixão. O ambiente fica diferente, cores mais claras, menos brilhantes, sem muitas flores, certo silêncio vive em nossas almas, tudo ficou muito simples. Em casa as crianças podem semear sementes que brotam rapidamente, vivência de enterrar o grão que renasce, que inclui as qualidades da esperança e da confiança (trigo que pode deixar crescer e depois ser colhido ou alpiste para enfeitar um canto para a época).
Histórias que trazem em sua essência a superação, morte e transformação serão contadas, algumas lagartas de lã estão na mesa da época- dormirão virando casulos e depois borboletas.

Na segunda-feira, quando voltam da Páscoa, é dia de festa, dia de Ressurreição, flores, cores brilhantes, borboletas penduradas pela sala e a procura dos ovos, dia de muita alegria(o que pode ser vivenciado em casa em família no domingo).
Afinal o que é a Páscoa?
Páscoa é a festa mais importante do ano. Ela acontece no 1ºdia da semana, Domingo, por ser o dia em que Cristo ressuscitou e por este motivo, todo domingo tem um brilho especial.
A palavra Páscoa, muda seu significado em cada língua, na alemã=deusa da fertilidade, no Brasil vem do hebreu=passar, ir para frente.
Essa festa nos traz a morte e a ressurreição. Em cada morrer há um germe de vida e isso a natureza nos mostra, e no reino animal podemos ver as “borboletas” isso é uma imagem real . O símbolo nos traz dois momentos, o que vemos e o sentido que está por traz.
O mais importante de tudo nas festas é que todos os anos nos aprofundem novamente.
O ovo é como um germe de esperança para nova vida, porque o ovo é puro futuro, é o inicio de uma esperança e não sabe o que vai surgir dele, é também um símbolo da imortalidade e eternidade. Em antigas culturas, por exemplo, enterrava ovos com os mortos, como símbolo de nova vida.
O coelho e o ovo qual a relação?

O coelho não bota ovo, na verdade ele traz e esconde, esse coelho é invisível, ninguém poderá vê-lo, se vemos alguma orelhinha é um ajudante dele. Na verdade o coelho da Páscoa é uma lebre!

A diferença é que a lebre é um animal que pode viver em qualquer lugar, o mundo é sua casa e o coelho precisa de cuidados, precisa de gente, de uma casa. A lebre tem o altruísmo, se sacrifica pela outra, quando uma está sendo perseguida, morre por outra e isso acontece de forma inconsciente e instintiva. Estão constantemente em movimento, não fazem mal ao outro, mesmo sendo ameaçada, não irá se defender, é muita humildade, a única coisa que faz é fugir e correr.

Enquanto a lebre faz esse caminho inconscientemente, o homem pode fazê-lo conscientemente, é o caminho para o Cristo.

“Eu vivo, não eu, mas Cristo vive em mim”!
Podemos vivenciar o que é eterno em mim, meu corpo vai morrer, essa essência eterna é representada pelo ovo e a lebre representa o sacrifício.
A “lebre” esconde os ovos para que as crianças busquem, procurem e encontrem, representando a busca Crística.
Por todos estes motivos devemos pensar antes de darmos ovos do mercado para nossas crianças, principalmente antes do dia da Páscoa, o que queremos mesmos passar para o coração de nossas crianças? (sem contar que saber esperar nos dias de hoje está ficando cada vez mais raro)
O tempo de Páscoa é até Ascensão (40 dias), nesse tempo estaremos pintando cascas de ovos com as crianças e colocando-as na sala até completar 40 e para isso peço que mandem ovos soprados para podermos trabalhar e continuar nossa vivência (furados nas extremidades soprados e lavados).
São muitos os segredos da Educação Infantil, é a única fase da vida que podemos ter segredos tão importantes e vivencia-los com todo o corpo, é a oportunidade que as crianças têm de “veneração e gratidão”.
O Jardim de Infância é o único lugar onde podemos proteger e preservar esse segredo, a vivência sempre ficará as imagens se dissolvem com o desenvolvimento, mas as vivências são transformadas em forças.
Entretanto, as famílias que quiserem também podem vivenciar este “segredo” com seus filhos, escondendo os ovos, tomando cuidado com as etiquetas que eles reconhecem, preparando um cantinho com lagartas que depois podem virar borboletas, fazendo do Domingo de Páscoa um dia realmente especial que possa ser transformado em “forças “ para o futuro.

SEU FILHO PRECISA MESMO SER TÃO FELIZ? Fonte: Escrito por Cris Leão via Antes que eles cresçam

No meu tempo de criança, os pais eram pessoas esforçadas pelo sustento da família. Com ostentação ou sem, as pessoas eram mais preocupadas com o trabalho do que com ser feliz. Talvez por isso, já que filhos querem sempre fazer tudo diferente dos pais, agora todo mundo quer fazer o filho feliz, acima de tudo. Isso explica os valores escandalosos que se paga hoje em dia por uma festa de aniversário, a quantidade de brinquedos que as crianças têm e o número enorme de brasileiros indo para a Disney, às vezes para passar o final de semana. Claro que existe a culpa de muitos pais que trabalham demais e tentam compensar os filhos de alguma forma. Mas reflexo da culpa ou não, as crianças de agora nasceram para ser felizes. Será que está certo isso?

Vamos lembrar da nossa infância. Eu pelo menos, era muito feliz. Brincando com minha amiga que morava na casa ao lado, passávamos horas penteando o cabelo uma da outra, ou fazendo comidinha com as plantas do jardim. A maior aventura de que me recordo era brincar de pega-pega com o meu cachorro. Muito básico para você? Acontece que meu cachorro se transformava em uma onça que na verdade era uma Medusa, então em um simples olhar, ele poderia nos transformar em pedras. Por isso estávamos sempre equipadas com frascos vazios de shampoo cheios de água que explodiam como granadas quando caiam no chão. Pois é, criança vem com imaginação de berço. Por isso não precisa ir até Orlando ver os espetáculos de fogos de artifício para ficar maravilhada. Aliás, cá entre nós, já estive na Disney 3 vezes (2 em Orlando e 1 em Paris) e nunca vi tanta criança triste em um parque. Chorando, cansadas, angustiadas, com as mães e os familiares estressados. Claro, já viu o tamanho do lugar? E a quantidade de informação? E de sorrisos maquiados, brilhos, alegria explosiva? Gente, somos humanos. Isso não é um filme. É vida real. Não somos super heróis, nem princesas. Seu filho vai comer aquela salsicha processada junto com aquele pão velho de uma lanchonete linda com várias coisas girando, e pode ser que passe mal. E ai? Não! Não pode passar mal na Disney. Tem que curtir. Tem que ser feliz.

Eu trabalhei para a Disney traduzindo todos os materiais para português durante 4 anos. Sou encantada com a empresa e com o negócio em si, gosto de ir porque moro a 300 quilômetros de distância, temos o passe anual então é um programa barato em um lugar super organizado e bonito na maioria das vezes. Só estou usando de exemplo porque sei que é uma viagem muito cara para se fazer do Brasil mas isso não está impedindo cada vez mais brasileiros de fazerem. Minha pergunta usando este exemplo é: será que precisamos fazer tanto pelos nossos filhos? (Viagem de 8 horas de avião, filas intermináveis, kilômetros e mais kilômetros de parque de diversão) Eu suponho que não. E que está errado os pais sentirem que são responsáveis por fazer dos filhos, pessoas felizes. De onde tiramos essa ideia maluca?

O que eles precisam na verdade é de adultos para educá-los. E como adultos é claro que estamos ocupados. Com a família, com o trabalho, com as funções da casa. Se nessa lista se somar “a felicidade do(s) meu(s) filho(s)” alguém vai ficar muito sobrecarregado e frustado. Talvez seu filho, talvez você, talvez todo mundo. É chato tentar e não conseguir. Já pensou como sente os pais que pagaram a viagem em 6 vezes, passaram 8 horas na lata de sardinha, mais 1 hora em um brinquedo se o filho sair do brinquedo chorando?

Uma vez eu li o livro Encantador de Cães e fiquei fascinada com o raciocínio simples que o genial Cesar Millan escreve ali. Ele diz que cães só vão obedecer quem eles respeitam. E para ganhar respeito, é preciso ser a autoridade, é preciso colocar ordem antes do amor. Agora tente trocar a palavra “cães” por “filhos”, dá no mesmo. Autoridade é o contrário de democracia. Os pais não podem estar sempre abertos “o que querem comer, o que vamos fazer hoje, onde vamos passar as férias”. Entende como é complicado para a criança ouvir isso? Sentir que não existe uma ordem. Ela no auge dos seus 4 anos (ou por volta disso) é que precisa saber, querer e lidar com seus desejos. Meu Deus, está tudo errado ai. No meu tempo de criança, minha mãe interrompia a brincadeira trazendo uma bandeja com uma limonada fresca e biscoitos Maria. Sempre que lembro dessa cena (que aconteceu várias vezes) ela aparece iluminada como uma fada. O que eu sentia era: Nossa, ela é mágica! Como ela sabe que estamos com fome e com sede? Teria sido bem diferente se ela tivesse aparecido e perguntado: querem lanchar? vão querer sorvete ou pode ser biscoito mesmo? Estava pensando em fazer uma limonada, vocês vão beber? Ou é melhor eu trazer um suco de uva?

Infelizmente não estou escrevendo isso porque já aprendi a lição depois de ler o livro. Estou tentando aprender. E só estou escrevendo sobre isso porque descobri que tenho errado bastante. Desde que nos mudamos para Miami, fico com pena e compaixão por qualquer expressão de sofrimento que meus filhos tenham. Porque sei que é difícil para eles. E até esqueço que é difícil também para mim. Minha vida mudou completamente. Mas nem lembro disso. Só penso neles. A consequência? Minha filha de 4 anos cada dia faz uma coisa para me irritar. E então percebi que ela está fazendo isso porque eu estou irritando ela. E porque? Porque estou aberta todos os dias para ouvir, para entender o lado dela. Não parece errado à princípio, certo? Mas está errado. Criança precisa de adulto, alguém que tenha um norte, e ela acompanha o caminho, se frustando, entendendo seus limites e entendendo, porque não, que a vida não é um parque de diversões cheio de pessoas fantasiadas sorrindo para você o dia todo. A vida é para evoluir. Vamos tentar evoluir como pais antes que eles cresçam. Já pensou como deve ser frustante a adolescência de uma criança que sempre teve uma, duas, ou mais pessoas prontas a atender seus pedidos? Como deve ser difícil perder para um adulto que passou a infância sempre ganhando? Nem que a custa de 12 sofridas prestações para os pais?

Educar dá mais trabalho do que servir o sorvete antes do jantar, já que seu filho está querendo tanto. Educar envolve mais compromisso do que pagar as 6 parcelas da viagem mágica. Educar é coisa de gente grande. Deve ser por isso que crianças não podem ter filhos. Porque filhos precisam de adultos. Parece que esse é o grande problema da minha geração, não queremos ser adultos. Outro dia vi um post sobre a crise dos 25 anos. Levei o maior susto! A maioria das pessoas que conheço estão nessa crise aos 35 (ou mais). Está na hora de dar esse passo. Parar de focar só na diversão e na felicidade e evoluir, amadurecer. Todo grande passo na vida acontece quando a gente faz aquilo que é desconfortável. Já aprendemos muito sobre diversão e entretenimento, que tal agora aprender a viver?

Fonte: Escrito por Cris Leão via Antes que eles cresçam

Ótima Notícia!!!

Justiça decide que menores de 6 anos não podem frequentar ensino fundamental

24/02/2015 | 9:38

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O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta segunda-feira (23), que escolas públicas e particulares não devem aceitar a matrícula de crianças menores de 6 anos (a completar até 31 de março do ano letivo) no ensino fundamental. Alunos com idade inferior devem ser matriculados na etapa de ensino anterior, que é a pré-escola. A regra já tinha sido regulamentada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), mas era questionada judicialmente em alguns estados por pais e redes de ensino que pediam a flexibilização da idade corte.

O CNE defende que crianças menores do que 6 anos, ainda que tenham capacidade intelectual, ainda não atingiram a maturidade necessária para esta etapa de ensino. A decisão da Primeira Turma do STJ reformou acórdão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) que admitiu o acesso de alunos menores de 6 anos de idade no ensino fundamental em Pernambuco, mediante a comprovação de capacidade intelectual do aluno por meio de avaliação psicopedagógica.

Em sua primeira decisão, o TRF5 determinou a suspensão das resoluções e autorizou a matrícula de menores de 6 anos em todas as instituições de ensino fundamental do país. A União recorreu e o tribunal manteve a sentença, mas limitou sua eficácia ao estado de Pernambuco.

As duas partes recorreram ao STJ. A União sustentou, entre outros pontos, que a fixação da idade mínima para ingresso no ensino fundamental é atribuição do CNE e que as resoluções foram expedidas após a realização de estudos e audiências públicas. Já o Ministério Público defendeu que a sentença de liberação da matrícula para menores de 6 anos deveria valer em todo o Brasil, e não apenas em Pernambuco.

Em seu voto, o juiz Sérgio Kukina, relator dos recursos, apontou que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação é clara ao afirmar que o ingresso do aluno no ensino fundamental deve ocorrer a partir dos 6 anos. Também argumentou que o Judiciário não poderia acolher o pedido do Ministério Público, caso contrário estaria invadindo competências do Executivo.

Autor: EBC

http://www.ebc.com.br/educacao/2015/02/justica-decide-que-menores-de-6-anos-nao-podem-frequentar-ensino-fundamental

Carnaval!!!!!!!!!!

Na escola o Carnaval é uma brincadeira de “vestir fantasias” que na verdade é o que as crianças mais querem, claro sem contar  a parte de jogar confetes.

Tivemos  vampiro seguindo o pai,  joaninhas voando para escola, os palhaços  mais charmosos  que já vi  e muito, muito mais, agora só alguns momentos  deste dia…

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Claro  que as professoras  também entraram no clima da brincadeira…

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Depois  de tanta  folia, a quaresma  já   vai  começar  e em breve  contaremos um pouco  do que esta época significa  para nós.

Presente – por Andréa Courel

Um dia ganhamos um presente, um presente que nos é dado para toda a vida e mesmo sem saber por que, ele começa a ser a razão de nossa existência.

Nosso presente fica guardado por nove meses, protegido, acolhido, tendo tudo que é necessário para sua existência, mas um dia seu corpo físico aparece e ele não consegue mais se manter sozinho, precisa de nossa ajuda todo tempo, a mãe tem um papel essencial em sua alimentação, e essa criança consegue mudar todo o ritmo de uma família quando chega, todos começam a agir de acordo com sua necessidade.

Essa bela criança vai crescendo, engatinhando e quando começa a dar os primeiros passos, muitas mães ficam preocupadas (se ela cair e se machucar?)se possível tiram tudo que está ao seu alcance para que nada de ruim aconteça.

É difícil ver o bebê crescer…

Chega o momento que ela tem que sair do ninho que é sua casa, onde normalmente é o centro das atenções,  então encontra outras crianças, que também vieram de seus ninhos, onde cada família cuidou de sua preciosidade, onde não tinha que dividir atenções com tantas crianças e então começam os obstáculos, o verdadeiro crescimento, o crescimento individual, o crescimento social, o crescimento físico desafiador de encontrar com o outro e ver qual é seu limite e superá-lo.

Para as crianças, longe das famílias, há uma dificuldade, mas com ajuda e confiança (você pode fazer isso) é possível vencer os obstáculos e crescer, mas há uma dificuldade ainda maior para o crescimento do que as outras crianças que encontram no caminho, uma dificuldade que está bem próxima delas, mas que elas não têm controle.

As crianças têm o coração aberto, precisam de atenção, de carinho, precisam de equilíbrio, de pessoas que as amem e lembrem que elas realmente SÃO CRIANÇAS, precisam de adultos equilibrados que se lembrem de quando elas chegaram e transformaram suas vidas, colocando horários, ritmos, dependiam delas para sobreviverem e agora dependem delas para crescer saudavelmente e se há algo que parece errado em seu comportamento é preciso lembrar (quem é que a educa mesmo? quem é responsável por suas atitudes?) as crianças ainda não estão prontas, fazem o que vivenciam, elas não são assim, elas estão assim.

Para uma mãe, um pai, é muito mais fácil dizer que seu filho está com “problemas de comportamento” por causa de seu crescimento social fora de casa, afinal seu ninho é protegido, cuidado, tem toda a atenção necessária, tem tudo que quer e muitas vezes ele mesmo escolhe o que quer…

Ah queridos adultos! Sei que nosso filho é só nosso e não queremos que nada errado lhe aconteça e por este motivo muitas vezes não conseguimos olhar para outras crianças e ver que todos tem algo em comum, SÃO CRIANÇAS, só precisam de atenção equilibrada, todas precisam da mesma coisa, AMOR.

O presente que nos foi dado, na verdade não é nosso, ele faz parte da nossa vida, mas não é nosso, ele está em nosso coração, mas não é nosso, é nosso filho, mas não é nosso, ele faz parte da nossa família, mas é do mundo!

Precisamos proteger, acolher, alimentar, não só seu corpo físico, mas todo seu SER, para que possamos ter orgulho do adulto que estamos ajudando a  formar e com ele, ser sábio e também crescer como SER FRATERNO, para que no futuro possamos dizer, É MEU FILHO!

É preciso coragem para crescer, é preciso coragem para dizer não, é preciso coragem para ter limite, é preciso coragem para ficar livre de preconceitos, é preciso coragem para se olhar no espelho, é preciso coragem para AMAR.

É difícil ver o bebê  crescer…

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Bazar de Natal

Domingo vai ser especial!

Com sol ou com bênçãos em forma de chuva vindas do céu, estamos preparados para receber sua família.

PROGRAMAÇÃO CULTURAL:

13h abertura Musical(Claudio/André e muito mais)
14h oficina de cup cake (para crianças)
hora do conto
14h30 apresentação Fernando Vasques(circo)
15h30 apresentação violinos (Christa e seus alunos)
16h oficina de enfeite de Natal(para crianças)
hora do conto
17h atividade em família
roda com as crianças e suas famílias
17h30 encerramento
*surpresas podem acontecer ainda na programação*

(lembrem de trazer sua caneca e sua sacola retornável, a natureza agradece)

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Jardim Florescer aos olhos de algumas famílias.

Recebemos o depoimento de duas mães  da escola; uma que já está  saindo e outra que acabou de entrar, para  colocar  em uma revista local e quero dividir com vocês:

“Quando nossa filha Ana Laura estava para completar três anos sentimos a necessidade de colocá-la em uma escola para que pudesse brincar e interagir com outras crianças. Ela é a “caçula” de uma família de crianças maiores, irmã mais velha adolescente e primos de várias idades entre 10 e 18 anos, e passava o dia com a avó materna.

Tínhamos intenção de conhecer todas as opções antes de tomar a decisão pela que melhor atendesse a nossa vontade: um lugar que a acolhesse e que estimulasse o seu desenvolvimento de forma natural e saudável, respeitando seu ritmo e idade.

Depois de duas escolas que fui visitar e que não me inspiraram, a terceira em que parei, sem nenhum conhecimento e indicação e sim porque estava na “rota” de nossa busca foi a Escola Florescer. Me lembro perfeitamente da diretora da escola me dizendo: “Aqui a criança vem para brincar e é como se fosse uma casa com crianças de várias idades convivendo juntas”. Isso me alegrou e me confortou, pois venho de uma família numerosa e convivi com irmãos mais velhos e menores que eu, brincando ao ar livre e aprendendo a partir da convivência e das brincadeiras.

Fui convidada a conhecer a escola, que era uma casa no centro da cidade, bem limpa e organizada, de mobília simples e brinquedos de madeira e de tecido. Também tinha um quintal com terra e grama e algumas árvores. Da cozinha vinha um cheirinho de comida fresca, recém preparada. Voltei animada para contar para o meu marido e no mês seguinte ele foi comigo e minha filha no Bazar de Natal da escola, um evento aberto à comunidade e que acontece no final de cada ano para apresentar a escola, sua pedagogia, os trabalhos das crianças e os trabalhos feitos pelos pais, esses últimos vendidos e com a renda revertida para manutenção da estrutura da escola.

No ano seguinte a Ana Laura já estava matriculada na Escola Florescer. Era o nosso primeiro contato com a Pedagogia Waldorf e não sabíamos direito o que era, mas resolvemos experimentar.

No primeiro dia de “aula” ela foi recebida por uma professora carinhosa, que abriu seus braços e que ela abraçou sem qualquer constrangimento. Entrou, fez uns rabiscos com cada um dos gizes de cera que estavam sobre a mesa de madeira e disse: “Pronto, já desenhei! Agora vou brincar!”. E correu para o quintal, muito feliz, indo de encontro a outras crianças. Eu e meu marido, a partir do sinal da professora, ficamos na varanda, longe da vista dela, aguardando que nos chamasse, afinal esse era um tempo de adaptação. Quinze minutos se passaram e entendemos que poderíamos ir embora. No trabalho, o celular ficou sobre a minha mesa aguardando uma ligação, mas não tocou. Chegou o horário de buscá-la e a encontrei corada, feliz, sujinha de terra e cansada de tanto brincar. Desde esse dia ela está nessa escola e já são quase quatro anos de uma experiência gratificante para nós, pais, e para ela, que se mostra bem adaptada e feliz nesse ambiente amoroso.

O que nos cativou nesse modelo de educação é que a criança é olhada de forma integral e são considerados em seu aprendizado as limitações próprias da idade ou fase da vida e suas características. A criança é respeitada como indivíduo e são trabalhadas as suas capacidades e permitido o seu desenvolvimento físico saudável, a partir das brincadeiras ao ar livre mexendo o corpo, com brinquedos, materiais e “contação” de estórias, todos apropriados para trabalhar a criatividade, imaginação e uso das mãos, como também nas rodas e atividades dirigidas onde, de forma natural e sem que perceba que está sendo ensinada, aprende sobre o respeito aos coleguinhas, socialização, valores morais e de comportamento, entre tantos outros. Ela também aprende naturalmente a respeitar a natureza, pois é bastante estimulada a conviver com a terra e conhece, através de atividades de plantar e cozinhar, de onde saem os alimentos e como são transformados em alimentação.

Como a proposta da Pedagogia Waldorf é a educação da criança pela escola e pela família, o envolvimento dos pais é fundamental e ao longo desse tempo foi necessário que nos adaptássemos. Não foi difícil e sim desafiador e tivemos que sair de nossa zona de conforto, já que aprendemos lá que os pais são os primeiros a serem imitados pelos filhos e sentimos que precisávamos melhorar. Para as atividades da escola foi preciso vencer a comodidade de comprar facilidades com dinheiro e “colocar a mão na massa” nos trabalhos manuais e nos preparativos dos vários eventos – com isso descobrimos talento e prazeres esquecidos ou escondidos. Também passamos a fazer mais coisas em casa, desde alimentação – e com alimentos mais naturais, cuidar da organização e limpeza de forma alternada com funcionária, escolher melhor o tipo de programação a ser assistida, diminuir o uso de aparelhos eletrônicos e atividades de distração que afastem o convívio, reservar um tempo diário para estar com a criança e cuidar de seu ritmo, com atividades e horas de descanso que garantam seu bem estar e auxiliem no desenvolvimento adequado.

Conseguir vencer esses desafios e estar com nossa filha participando de sua vida escolar e de seu crescimento é muito compensador e a escola Florescer foi parte fundamental dessa transformação. Essa escola, com suas professoras experientes e amorosas, conseguiu aplicar a pedagogia e nos educar de forma natural, sem forçar ou exigir, mas somente pelo amor, paciência e por mostrar os resultados de uma educação voltada para a construção de um ser humano preparado para a vida, seguro e amado.

Agora a Ana Laura já está com seis anos e se preparando para participar de uma nova fase de seu crescimento. Vai para uma escola maior, mas ainda de pedagogia Waldorf, porque continuamos considerando essa a melhor forma de educação para uma criança pequena, que precisa ser olhada nas suas particularidades e estimulada a desenvolver a sua individualidade.

É difícil para mim segurar as lágrimas enquanto escrevo, pois estaremos deixando uma escola e pessoas maravilhosas, que nos acolheram com muito carinho e fizeram parte de nossas vidas de forma tão especial. Mesmo assim, é com a coragem que a Ana Laura aprendeu a desenvolver nessa escola que ela vai conseguir alçar vôo e deixar esse ninho de amor. “

Débora e Roberto, pais da Ana Laura – 06 anos.

“Sou mãe do Antônio e tive o privilégio de poder ficar o dia todo com ele até que ele completasse um ano.

Quando chegou a hora de ir para a escola o que mais queríamos era um lugar em que ele pudesse continuar a ser criança e que convivesse com pares, o que consideramos fundamental para sua formação.

Claro que estávamos muito ansiosos porque gostaríamos que ele ficasse em um ambiente saudável.

Quando fomos visitar a escola Florescer, ficamos muito animados com o local, mas muito mais impressionados com as pessoas que lá trabalham. O carinho, a atenção e a dedicação às crianças logo nos conquistou. 

Fizemos a matrícula e fomos conhecer a Analu, a professora do Antônio. A sensação de paz, tranqüilidade e confiança que ela passa é indescritível.

Ao ver o desenvolvimento de nosso filho já nas primeiras semanas, o aumento do vocabulário, bem como a sua alegria na hora de ir para a escola, temos a certeza de ter feito a escolha certa. 

A Florescer é uma família e fomos recebidos de braços abertos por todos.

O fato de ser parte integrante e importante da escola do seu filho traz uma responsabilidade e uma satisfação muito grande. Estamos juntos sempre pensando no bem estar dos nossos pequenos e isso se reflete na carinha de felicidade de cada uma das crianças.”

Sabrina Taufic e Pedro Paulo, pais do Antonio 1 ano 9 m

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