“Desnecessária”

Estava numa rede social quando comecei a ler este pequeno texto que no começo pode parecer cruel, mas é o que toda boa mãe deveria tornar-se “desnecessária” com o passar do tempo e isto depende de cada mãe e também de cada pai, pois vejo muitos pais que são “mães”.

Só o verdadeiro amor é capaz de deixar crescer, mesmo quando os filhos parecem tão pequenos e frageis, é necessário acreditar que dentro deles há uma força maior, há um grande ser que é capaz de superar seus desafios; mesmo aqueles que parecem tão pequenos para a vida de um adulto como não conseguir fazer um bolo de areia sair certinho do baldinho,  mas para que isso aconteça primeiramente a mãe e o pai precisam aprender a ser fortes, confiantes e definitivamente tranquilos para que possam dar aquele empurrãozinho para o filho dar mais um passo, seguir adiante, mudar de etapa e crescer mais um pouquinho.

O maior presente que temos são os filhos, eles chegam para trazer toda a alegria e todo o amor que jamais conseguiriamos imaginar e então só queremos protege-los e protege-los de tudo e de todos,  “não podemos frusta-los”, “não podem sofrer”, “com eles tem que ser diferente do que foi comigo”, muitos pais dizem isto e então só estão vendo seus filhos e não o estão enxergando, não estão lembrando que cada ser é único; mesmo sendo membro da mesma família, cada filho é único  e quando conseguem enxergar isso percebem que não é só eles que estão crescendo, mas os pais também.

Claro que todos os pais se doem por seus filhos; ruim seria se isso não acontecesse, mas são adultos e tem que saber medir o quanto isso influencia na vida dele, são nas pequenas coisas do dia, nas pequenas ações, nos pequenos gestos que vamos tornando-se “desnecessários” e para isso só é preciso confiar que eles são capazes

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    “Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem… O ato de ver não é coisa natural.Precisa ser aprendido!”  Rubens Alves
                                                                                                          

Abaixo segue o texto ao qual me referi: 

A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo. Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase, e ela sempre me soou estranha. Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha hercúlea, confesso.

Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara.
Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.
Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que significa isso.
Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também. A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho.
Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida. Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.

Pai e mãe – solidários – criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão.

Ao aprendermos a ser “desnecessários”, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.”

“Dê a quem você Ama :
– Asas para voar…
– Raízes para voltar…
– Motivos para ficar… ”

– Dalai Lama (Via Aline Frascareli)

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