Presente

 

Um dia ganhamos um presente, um presente que nos é dado para toda a vida e mesmo sem saber por que, ele começa a ser a razão de nossa existência.

Nosso presente fica guardado por nove meses, protegido, acolhido, tendo tudo que é necessário para sua existência, mas um dia seu corpo físico aparece e ele não consegue mais se manter sozinho, precisa de nossa ajuda todo tempo, a mãe tem um papel essencial em sua alimentação, e essa criança consegue mudar todo o ritmo de uma família quando chega, todos começam a agir de acordo com sua necessidade.

Essa bela criança vai crescendo, engatinhando e quando começa a dar os primeiros passos, muitas mães ficam preocupadas (se ela cair e se machucar?)se possível tiram tudo que está ao seu alcance para que nada de ruim aconteça.

É difícil ver o bebê crescer…

Chega o momento que ela tem que sair do ninho que é sua casa, onde normalmente é o centro das atenções, então encontra outras crianças, que também vieram de seus ninhos, onde cada família cuidou de sua preciosidade, onde não tinha que dividir atenções com tantas crianças e então começam os obstáculos, o verdadeiro crescimento, o crescimento individual, o crescimento social, o crescimento físico desafiador de encontrar com o outro e ver qual é seu limite e superá-lo.

Para as crianças, longe das famílias, há uma dificuldade, mas com ajuda e confiança (você pode fazer isso) é possível vencer os obstáculos e crescer, mas há uma dificuldade ainda maior para o crescimento do que as outras crianças que encontram no caminho, uma dificuldade que está bem próxima delas, mas que elas não têm controle.

As crianças têm o coração aberto, precisam de atenção, de carinho, precisam de equilíbrio, de pessoas que as amem e lembrem que elas realmente SÃO CRIANÇAS, precisam de adultos equilibrados que se lembrem de quando elas chegaram e transformaram suas vidas, colocando horários, ritmos, dependiam delas para sobreviverem e agora dependem delas para crescer saudavelmente e se há algo que parece errado em seu comportamento é preciso lembrar (quem é que a educa mesmo? quem é responsável por suas atitudes?) as crianças ainda não estão prontas, fazem o que vivenciam, elas não são assim, elas estão assim.

Para uma mãe, um pai, é muito mais fácil dizer que seu filho está com “problemas de comportamento” por causa de seu crescimento social fora de casa, afinal seu ninho é protegido, cuidado, tem toda a atenção necessária, tem tudo que quer e muitas vezes ele mesmo escolhe o que quer…

Ah queridos adultos! Sei que nosso filho é só nosso e não queremos que nada errado lhe aconteça e por este motivo muitas vezes não conseguimos olhar para outras crianças e ver que todos tem algo em comum, SÃO CRIANÇAS, só precisam de atenção equilibrada, todas precisam da mesma coisa, AMOR.

O presente que nos foi dado, na verdade não é nosso, ele faz parte da nossa vida, mas não é nosso, ele está em nosso coração, mas não é nosso, é nosso filho, mas não é nosso, ele faz parte da nossa família, mas é do mundo!

Precisamos proteger, acolher, alimentar, não só seu corpo físico, mas todo seu SER, para que possamos ter orgulho do adulto que estamos ajudando a formar e com ele, ser sábio e também crescer como SER FRATERNO, para que no futuro possamos dizer, É MEU FILHO!

É preciso coragem para crescer, é preciso coragem para dizer não, é preciso coragem para ter limite, é preciso coragem para ficar livre de preconceitos, é preciso coragem para se olhar no espelho, é preciso coragem para AMAR.

É difícil ver o bebê crescer…

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