CONSTRUINDO COMPROMETIMENTO

Por Aline Grego, mãe do Henrique

Sempre gostei da idéia de uma pedagogia mais humana, como é o caso da pedagogia Waldorf. Mas foi no Bazar de Natal do ano passado do Jardim Florescer que eu e meu marido decidimos que esta seria a escola do nosso filho Henrique. Nos impressionou ver que ao invés de exporem as crianças nas típicas apresentações de final de ano para os pais, que para algumas crianças desta idade é uma situação estressante e constrangedora; eram os pais que trabalhavam para proporcionar um dia diferente e alegre para as crianças, que poderiam mostrar para a família o lugar, os brinquedos e as pessoas com quem passam diariamente momentos importantes na sua formação.

Só este ano, já com o Henrique matriculado, descobri que a preparação desta festa se inicia cerca de seis meses antes dela acontecer. Durante todo este período, as famílias e a equipe da escola desenvolvem suas habilidades manuais, produzindo brinquedos diferenciados para serem vendidos no dia da festa. Além destes trabalhos, concorridíssimos, diga-se de passagem, esta festa contou com a realização de um bingo com ótimos prêmios, com um Café Concerto onde, ao som de boa música, foi possível saborear bolos, tortas, sucos, sorvetes e outras delícias, cujo lucro das vendas será revertido em melhorias na estrutura oferecida para nossos filhos. Houve ainda uma Oficina de Vela, com a professora Andréa, Hora da História com a professora Maura e Exposição Pedagógica com trabalhos artísticos das crianças e um vídeo mostrando as atividades do ano todo. Vi e fotografei crianças pulando, brincando, sujas de terra, como deve ser. Famílias unidas aproveitando um dia juntos, como deve ser. Pessoas procurando uma opção de educação mais interessante para seus filhos, como deve ser. Ao final deste pequeno espaço de tempo, apenas um semestre, em que meu filho está no Jardim da Infância Florescer, uma coisa posso afirmar com toda certeza: encontrei aqui o que eu procurava em uma escola para meu querido e único filho: pessoas construindo uma comunidade comprometida com uma educação melhor. Que sorte a minha estar entre vocês!


Confira o depoimento de alguns dos colaboradores deste evento:

Andréa Courel, sócia e professora da escola

“O Bazar é importante para a divulgação da escola e da pedagogia Waldorf, para mostrar qual é o trabalho desnvolvido no dia-a-dia e para realizar melhorias na escola com o dinheiro arrecadado. Há pais muito envolvidos com a escola, que ajudaram desde o começo da preparação a imaginar como seria o bazar deste ano, e vieram realmente colocar a mão na massa. Ainda falta o envolvimento de algumas famílias. Esse é o meu pedido para as famílias que ajudaram, que também nos ajude a pensar como envolver todas as famílias da escola. As crianças se sentem importantes quando vêem os pais dentro da escola. Isso traz segurança para elas dentro deste ambiente. Inconscientemente, percebem o interesse e a participação dos pais pelo seu desenvolvimento. O Bazar de Natal foi uma festa maravilhosa. Os pais trabalharam muito, as famílias estavam num clima muito acolhedor e muito simpático. Só escutamos coisas boas, comentaram que a qualidade dos trabalhos manuais feitos pelos pais está cada vez melhor, a venda foi um sucesso, e os produtos do café estavam todos gostosos.”


Maura Camatta, sócia e professora da escola

“Junto com a Andréa, estou à frente da escola há dois anos. Esta experiência tem sido bem trabalhosa, mas muito gratificante. O Bazar de Natal é um momento social da escola, onde os pais trabalham, nos ajudam e todos temos o mesmo objetivo. É muito mais interessante as crianças verem os pais nesse envolvimento com o trabalho dentro da escola, do que elas realizarem uma apresentação. As crianças não sabem o significado disso ainda. Isso elas podem fazer lá na frente. Na educação infantil não é necessário. Sem a presença, sem a força, sem o trabalho dos pais nós não conseguiríamos fazer esta festa. Mas, ainda estamos sentindo a falta de muitas famílias aqui hoje.”


Geertje Maris, psicopedagoga com formação na Holanda, que realiza trabalho de observação e estimulação do desenvolvimento geral das crianças do Jardim Florescer

“Realizo este trabalho aqui desde que era Aitiara, onde estou há 15 anos. Costumo dizer que vim junto com a mudança. Eu vi a unidade da cidade nascer e sempre participei do Bazar de Natal. O objetivo do Bazar de Natal é a divulgação da escola, as pessoas poderem conhecer o trabalho da pedagogia Waldorf, tanto a parte artística, com os trabalhos que estão sendo vendidos, quanto com a exposição pedagógica, pela qual as pessoas vão conhecer nossa visão do que é um jardim de infância e do que as crianças precisam nesta idade. Para as famílias que já estão na escola, é um trabalho em conjunto, em que colocamos a mão na massa para a divulgação e para comprar coisas ainda mais bonitas para a escola. O clima desta escola é maravilhoso, muito lindo e muita coisa boa está acontecendo.”


Gabriela, mãe da Maria Helena

“Estar com minha filha nessa escola é uma experiência fascinante, a cada dia descubro algo novo. Participar das atividades da escola é muito importante, pois se a criança percebe o envolvimento da família, isso dá uma dimensão diferente para sua vivência na escola. Minha filha demonstra muito orgulho pela escola e adora de contar sobre suas atividades lá. O Bazar, mais do que o evento em si, é a oportunidade de abrir as portas da escola para que mais pessoas conheçam a pedagogia e todo o ambiente da escola que é diferente e especial”.

 

Vagner, pai do Luã

“É o segundo Bazar de Natal em que participo. Gosto de ajudar a realizar essa festa. É relaxante, a gente aprimora diversas habilidades como, por exemplo, lidar com público e para mim é importante conhecer os pais dos amigos do meu filho. Isso nos deixa mais integrados e à vontade na escola. Percebo que o Luã acha que somos uma grande família. Ele gosta de me mostrar as salas, a área externa, do que ele gosta de brincar na areia, ele sente como se fosse sua casa. As professoras estão de parabéns. Não vejo no que poderiam melhorar, pois melhor que elas não existe”.


Marina, mãe do Joaquim

“Trabalhar para o acontecimento desta festa é muito bom. Nos desenvolvemos pessoalmente aqui dentro, desde a habilidade com os trabalhos manuais, até na venda dos produtos. Desta forma a família está sempre junta e também muito unida com a escola. O Joaquim fica super feliz toda vez que eu venho para a escola. Quando eu levo algum trabalho manual daqui para fazer em casa, ele quer fazer junto. Já dei agulha e linha para ele e ele sempre faz alguma coisinha. Então, está desenvolvendo esse lado dele também, o que é super importante. Meu marido, o Pablo, também participa bastante. Estamos super envolvidos desde o começo, quando decidimos que o Joaquim viria para cá. Podemos dizer que nós nos matriculamos na escola também e estamos aqui de corpo e alma para que a educação do Joaquim seja a melhor possível”.


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