O jardim de infância é mais importante que a faculdade

foto

por Fabi Corrêa, no blog antes que eles cresçam

Desde que a gente nasce, ouve os pais falando que temos que estudar, pois quem não estuda não é ninguém e por aí vai. Eu pelo menos ouvi muito. Hoje a coisa vai além.

Uma criança mal nasce e os pais (eu e você, no caso) já estão fazendo planos para a faculdade. Sim, sim, é importante. A gente sabe. Mas ao mesmo tempo cresce o número de jovens que eu conheço que tem optado por caminhos profissionais em que a faculdade não importou muito ou, pior, que já está no terceiro curso e mesmo assim não está satisfeito. A tal da insatisfação crônica comum em nossa época… Bem, se meu filho vai fazer faculdade eu realmente não sei. Se ele vai ser arquiteto, cineasta ou jogador de futebol é uma incógnita. Mas tenho uma certeza: ter feito um bom jardim de infância fez diferença. Os primeiros sete anos de vida são decisivos na vida. É nesse período que se forma muita coisa, entre elas todos os órgãos do corpo, os dentes que teremos para o resto da vida, em que se forma nosso sentimento básico em relação ao mundo, ou seja, aquele sentimento a respeito do mundo que vai nos acompanhar para sempre, amém. E que você só vai mudar, se precisar, com muita terapia e dedicação.

Pode ser medo, pode ser segurança, pode ser outra coisa. Se nesse período nossas crianças tiverem um desenvolvimento sadio, com espaço para brincar, se forem acolhidas em suas necessidades básicas e emocionais, aí se tem uma base forte para qualquer que seja a escolha profissional lá na frente.

Por acaso, na minha rua havia um jardim de infância Waldorf quando meu filho era pequeno (hoje tem dois na mesma rua, olha que milagre!). Não vou defender essa pedagogia como o único caminho para que uma criança passe bem por essa fase: ainda são poucas as escolas e custam um preço que não está ao alcance de todos. Mas, ao dar uma grande importância para o primeiro setênio, a pedagogia Waldorf traz reflexões importantes para quem está procurando onde colocar seu filho e, mais do que isso, para mostrar que o que se faz nessa fase da vida é essencial para o que virá a seguir. E que podem servir a você, não importa qual seja sua escolha. É disso que vou falar aqui.

O primeiro passo em direção ao mundo lá fora – A recomendação da escola Waldorf é que a criança entre no jardim aos 3 anos ou depois disso. Nem todas as famílias têm estrutura pra esperar todo esse tempo e é a vida. Mas também muitas mães acham que os filhos “pedem” para ir para a escolinha. Pode até ser. Mas eu gosto da explicação: é que só nessa idade a criança estaria preparada para interagir com o mundo que vai além do papai, da mamãe, dos irmãozinhos e da vovó. Mesmo que o pequerrucho adore ir pra rua, brincar com outras crianças, lembre-se que a mamãe, a vovó ou, em muitos casos, a babá querida, estão por perto. Aos 3 anos é que aparece, pela primeira vez, aquele impulso que se faz mais forte aos 9 anos, de encarnação do EU, segundo a antroposofia, de uma certa individualidade. Não por acaso, é nessa idade que as crianças começam a falar…eu! Antes elas se referem a si mesmas em terceira pessoa (“a Gabi quer comer”, “Pedrinho quer brincar”). Aos 3 anos o sistema nervoso está mais maduro e esse eu, essa individualidade, pode usá-lo como instrumento de comunicação, de crescimento.

A criança, então, percebe que ela e o mundo são coisas diferentes. A mãe já não é uma extensão dos seus desejos e necessidades. E isso é lindo de se ver. Eu amo os três anos.

Mas listei aqui algumas reflexões que consideraria importante se fosse escolher uma escolinha para o meu filho hoje, caso ele ainda estivesse na primeira infância. O que explico porque coloquei mais energia nisso do que colocarei na hora em que tivermos que escolher a faculdade.

Desenvolvimento da espiritualidade – Não é religião, não, mas as escolas que cultivam a espiritualidade trazem riqueza para a vida infantil. As festas do ano, a chegada da primavera, os pequenos rituais, como acender uma velinha na sala, ao começar o dia, uma canção de gratidão por acordar e estar disposto, a árvore de Natal enfeitada, uma lanterna para se carregar na festa de São João. Essas coisas que despertam em nós a conexão com o que é divino no mundo e em nossa própria alma.

É aos 3 anos que nasce na criança uma admiração pelo mundo lá fora. Admiração que, se for bem cuidada, se manifesta como veneração frente aos milagres cotidianos. As flores têm sóis dentro delas, alguém pintou o céu de laranja e roxo, cai neve porque Dona Ôla está sacudindo seu edredom de penas lá em cima. Nunca devemos estragar essa veneração enfiando conceitos científicos logo cedo nessas cabecinhas. O melhor é deixar essa fantasia belíssima fluir e até cultivá-la. E esse é um cuidado que eu observaria, caso estivesse escolhendo um lugar para deixar meu filho, mesmo que por poucas horas do dia. Mas pode ser um cuidado de cada família com seu bem mais precioso também.

Nessa época se desenvolve sentimentos que nos acompanharão para sempre: Esse é o conceito que rege os primeiros sete anos da educação Waldorf, mas também outras pedagogias. Qualquer um pode fazer isso em casa! Como é importante que a criança desenvolva sua confiança no mundo, sua capacidade de amar, de sentir-se segura, de se adequar a essa beleza que começa a perceber. Todo o ensinamento, tanto em casa quanto na escola, deve ser guiado para mostrar à criança um mundo bom. Ah, claro, tem gente que vai dizer que não quer o filho criado em uma redoma. Calma, há um tempo pra tudo. Você não vai deixar uma mamadeira do lado do bebezinho que acabou de nascer pra ele mamar sozinho, vai? É por aí. Tudo a seu tempo. Até os 7 anos, as crianças não aguentam ser expostas à violência da TV, dos videogames, da vida. Não precisam saber que a água do planeta está acabando. E nem que aconteceu um massacre na favela. Isso assusta e agita uma alminha que está chegando agora nesse mundo louco. O mundo também é bom, minha criança. A vovó te ama. A professora te ama. O papai te ama e te protege. E você merece ser protegida daquilo que não é tão bom assim. É um cuidado, um carinho, um gesto de proteção lindo que podemos dar aos nossos filhos, independentemente da escola que escolhermos.

Formação dos órgãos e criatividade – Durante os primeiros sete anos, a maioria dos órgãos (ou a semente que os originará), se forma. E, como sabemos, não nasce jacarandá se plantarmos uma sementinha de maçã. Mesmo o que não se vê está ali, como os dentes, que se formam até os 7 anos, no máximo. Gritos, falta de ritmo, sustos. Tudo isso vai influenciando essa formação. O mesmo acontece com a criatividade. Se a criança tiver espaço (e não digo estímulo de brinquedos eletrônicos ou excesso de estímulo intelectual) e acolhimento, se tiver exemplos e inspiração, sentirá segurança para desenvolver os dons que trouxe à Terra. Mais tarde, essa segurança será a base para um trabalho criativo e satisfatório.

Segundo a Antroposofia, a educação é o que cura, o que traz saúde. Acho que um bom jardim de infância garante boa parte dessa saúde, física e emocional, que levaremos para a vida. E aí, quando ele chegar na faculdade, estará preparado para o que vier depois dela. Boa sorte com suas escolhas, pais e mães, e muita saúde para seu pequenino.

Bazar de Natal

Nosso Bazar de Natal está chegando e este ano ele está ainda mais especial para todos nós da família Florescer.

Foi um ano de grandes mudanças, digo “grandes” porque mudamos de local, de uma pequena escola que existia com muito amor, para uma  grande escola que ainda existe com muito amor.

 Só que agora  parece  que há algo no ar quando entramos  neste espaço, não sei se são as lindas árvores de jabuticaba, pitanga,  abacate e outras com suas frondosas sombras ou os passarinhos que cantam pela manhã para nos alegrar e a tarde parecendo nos abençoar,  ou os ventos que sempre nos lembram que foram eles que nos sopraram até lá, ou toda  a torcida, todo o trabalho das famílias que nos ajudaram em cada pedacinho da mudança, ou as crianças que estão sempre nos ensinando que a vida pode ser mais leve, mais alegre. Na verdade acho que é tudo isto junto e mais um pouco do que não podemos ver, só sentir.

Este Bazar de Natal não será só para apresentar nosso trabalho pedagógico, para vender as lindas peças de Natal e brinquedos que as famílias fizeram com “mãos de fadas”, ou para escutar uma boa música e saborear um bom bolo com café, este Bazar de Natal é muito mais que isso, é CELEBRAÇÃO de uma nova conquista, é AGRADECIMENTO pelo novo caminho, é GRATIDÃO  por tanto carinho.

No dia 24 de novembro, venha sentir um pouco do que estou falando, venha  vivenciar um pouco da nossa FLORESCER,  que floriu mais um pouco.

734051_3545602693992_1486036760_n

Há mais aprendizado no Jardim de Infância do que os olhos podem ver

Imagem
por Lílian de Almeida Pereira Bustamante Sá
 
Todos aqueles que entram em contato com a Pedagogia Waldorf, baseada nas reais necessidades da criança e seu desenvolvimento, certamente percebem quão bela ela é: dos encantadores brinquedos naturais e criativos; dos temas das épocas do ano ligados à natureza e às festas universais cristãs; nas turmas do jardim de infância com crianças de 3 anos a 6 anos de idade como uma grande família, onde a criança de fato vivencia a construção do social; das pinturas em aquarelas com pigmentos naturais, aos incríveis desenhos coloridos onde todos se expressam em liberdade e criatividade; do plantio da horta atéa culinária, quando todos cuidam, colhem, cozinham e servem refeições orgânicas e naturais e aprendema comer de tudo; o brincar alegre, ativo e criativo, com as bonecas de pano, panos que se transformam emcabanas e acolhedores cestos que viram camas macias, caixas com tocos de madeira de onde surgem grandes cidades; o tanque de areia, balanços, trepa-trepas e árvores para serem escalados, balanços, o corre-corre cheio de risos, gritos de júbilo; e tudo mais que a criança pode trazer de inovação, transformação do que a cerca e que ela imita. Assim a criança se desenvolve por inteiro, neurologicamente, fisicamente, animicamente e socialmente.

Visitantes e potenciais pais apreciam o surpreendente conjunto de criações artísticas realizadas pelas crianças – as aquarelas e desenhos, os animais e bonecas de tricô, os cestos, os teatrinhos de bonecos, as formas modeladas em cera de abelhas, os tricôs e bordados que ajudam na coordenação motora, somente para listarmos alguns pontos. A música que as crianças cantam e tocam, suas canções e suas maravilhosas brincadeiras são realmente impressionantes. É de se admirar, todo o envolvimento dos pais com a escola, onde juntos constroem a educação das suas crianças. Não é possível deixar de notar as felizes expressões nos rostos das crianças.

Mas, invariavelmente, levanta-se a questão sobre como e quando se ensina leitura às crianças das escolas Waldorf.  A crescente preocupação de nossa sociedade acerca do declínio das habilidades de leitura é tão profunda que, subitamente, todas as maravilhas e belezas da educação Waldorf desvanecem sob a névoa dessa discussão. “As escolas Waldorf têm uma estratégia lenta para a introdução da leitura”, dizem as pessoas. “Alunos Waldorf não são ensinados a ler e escrever no jardim de infância como crianças de outras escolas”, dizem outros.

Como mãe de 4 alunos que freqüentam uma escola Waldorf, freqüentemente escuto tais comentários e, em todos os casos, um brado de protesto brota dentro de mim: “Olhem com mais profundidade!” é o que quero gritar. A habilidade na leitura requer muito mais do que parece à primeira vista.

As pessoas geralmente concebem a leitura como a habilidade em reconhecer a configuração de letras dispostas numa página e em pronunciar as palavras e frases nelas representadas.  Esta concepção atém-se ao lado mecânico e mais exterior, portanto mais fácil de se perceber, associada à atividade da leitura.  Assim, quando se fala sobre ensinar à criança ler e escrever estamos nos limitando à decodificação de símbolos que representam sons e palavras.

Já lecionei por vários anos em escolas, públicas e particulares, que seguem a metodologia convencional.  No jardim de infância as crianças com menos de 5 anos são instruídas a memorizar o alfabeto – um conjunto de símbolos abstratos – e a aprender os sons associados a eles.  Tal processo, chamado de “aptidão à leitura”, é estéril e abstrato, alheio à natureza da criança pequena.

Nas primeiras séries da escola primária, as crianças continuam a exercitar o aspecto mecânico mais exterior da leitura. Alunos consomem longos períodos de tempo lendo textos simplórios que correspondem ao patamar de suas capacidades de decodificação. Cartilhas e livros contêm histórias e informações escritas com vocabulário limitado e frases de estrutura simples. Há neles muito pouco que possa inflamar as jovens fantasias, que provoque admiração ou que estimule a simpatia pela beleza e complexidade da linguagem.

Quando esses alunos alcançavam a quinta ou sexta série, todos eles eram capazes de decodificar as palavras escritas, com diversos e variadas graus de fluência. Alguns até eram bons leitores, mas, para muitos de meus alunos, as palavras e sentenças não se completavam para formar um conjunto coerente.  Eles tinham dificuldade para compreender ou recordar o que haviam acabado de ler. Superficialmente, esses alunos pareciam estar lendo. Entretanto, com tal limitada compreensão, pode isso realmente ser chamado de “leitura”?

Claramente, a leitura é muito mais do que isso que nos acostumamos a ver! Além do processo superficial de decodificar palavras em uma página, há ainda a correspondente atividade interior a ser cultivada para que uma verdadeira leitura possa ocorrer. Os professores Waldorf chamam esta atividade de “vivenciando a história”. Quando uma criança está vivenciando uma história, ela forma cenas da sua imaginação no seu interior, em resposta às palavras. Através da habilidade de formar imagens mentais, de compreender, a criança vê sentido na atividade de leitura. Sem esta habilidade, a criança pode muito bem decodificar as palavras em uma folha de papel mas continuará sendo funcionalmente iletrada.

Obviamente, professores não-Waldorf reconhecem a importância da atividade interior da leitura, também. Eles se referem a ela como habilidade de compreensão na leitura. Nas séries mais avançadas do ensino fundamental, um esforço tremendo é despendido na tentativa de expandir nos alunos o vocabulário e, de alguma forma, exercitar a compreensão. É uma tarefa árdua, principalmente como conseqüência do ensino prévio e precoce da leitura, fora de sincronismo com as capacidades naturais da criança. O professor das séries mais avançadas tem que lidar com os problemas de compreensão da leitura e também com a tremenda antipatia em relação à leitura que assola os jovens com dificuldades.

É muito difícil dar aulas a alunos de quinta ou sexta séries que tenham dificuldades com compreensão da leitura, com a construção de imagens mentais. Esta capacidade interior parece nunca ter se desenvolvido neles. Por outro lado, crianças do jardim de infância e das primeiras séries, se deixadas desimpedidas, permanecem naturalmente ocupadas desenvolvendo, interiormente, cenas imaginativas. Estas crianças adoram ouvir histórias e, verdadeiramente, vivem no reino visual da imaginação. É muito trágico, em muitas escolas, ver as crianças mais novas sendo desviadas do desenvolvimento e fortalecimento de suas capacidades interiores, tão essenciais à verdadeira leitura, em direção à aprendizagem de símbolos estéreis e abstratos e a habilidades de decodificação.

A mesma afirmação pode ser feita para o enriquecimento do vocabulário. Todos sabemos que a jovem criança facilmente desenvolve seu senso lingüístico e que seu vocabulário se expande rápida e inconscientemente. Elas escutam novas palavras em histórias e conversas e, de alguma forma, captam o significado delas. Elas podem até não conseguir dar definições “de dicionário” a essas novas palavras mas, misteriosamente, novas palavras se encaixam nas imagens que fluem através da mente da criança quando ela escuta histórias. É angustiante saber que nas primeiras séries escolares a maioria das crianças não é exposta à rica e complexa linguagem, simplesmente porque esta não seria compatível com as capacidades limitadas de decodificação da criança. Justamente no período que suas mentes estão mais abertas a aquisição da linguagem, elas permanecem na escola, então, convivendo com vocabulários artificialmente limitados! Certamente, a construção do vocabulário é um processo gradual durante os anos escolares e além deles. Entretanto, é muito mais fácil para as crianças maiores aprender novas palavras se elas já tiverem passado pelo processo de desenvolvimento do senso lingüístico, de um extenso conjunto de palavras e de imagens mentais sobre as quais será construído o novo vocabulário.

Aparentemente, o crescente problema de analfabetismo funcional observado neste país [EUA] não é causado pela falta de capacidades técnicas de decodificação. Para a maioria das crianças com dificuldade de leitura, há, sim, uma crise na compreensão, uma crise amplamente causada pela introdução precoce de capacidades de decodificação e pelo desconhecimento das poderosas ferramentas oferecidas pela imaginação e pela atividade artística que são veredas naturais de aprendizagem para crianças nos primeiros períodos escolares. Ironicamente, esforços mais contundentes e ainda mais precoces no desenvolvimento de habilidades de decodificação são a única cura hoje oferecida pelos organismos educacionais, o que apenas agrava mais ainda o problema.

O método convencional de ensino da leitura deve ser virado ao avesso com o intuito de aproveitar as vantagens do desenvolvimento natural das capacidades de aprendizado das crianças. E precisamente isso é o que ocorre nas escolas Waldorf. Nos primeiros dias do jardim de infância, crianças nas escolas Waldorf começam a aprender a ler. Verdade seja dita, não são os aspectos técnicos, secos e externos da leitura que elas são incentivadas a realizar. Ao invés disso, elas são mantidas em contato com os aspectos interiores muito mais importantes da leitura.

Ao trabalhar com real conhecimento sobre a criança em desenvolvimento, os professores Waldorf começam o ensino da leitura através do cultivo, na criança, do sentido da linguagem e de suas capacidades em formar imagens mentais. Imagens verbais vívidas e o uso de uma linguagem rica são constantemente empregados na sala de aula. Vocabulários difíceis e sentenças com estruturas complexas não são evitadas durante as atividades de contos de fadas e histórias. As crianças cantam e recitam um vasto repertório de canções e poemas que muitos acabam decorando. As crianças vivenciam um mundo interior de imagens e fantasias, totalmente inconscientes de que elas estão desenvolvendo as mais importantes capacidades necessárias para a leitura compreensiva, para ler e entender. Elas aprendem naturalmente e alegremente e ficam no jardim até os 6 anos de idade.

Histórias imaginárias, canções e poesia não se findam no jardim de infância. Rudolf Steiner nos indica que crianças no jardim e depois entre as idades de 7 a 14 anos têm, acima de tudo, o dom da fantasia.  Assim, somente há sentido no fato das crianças aprenderem melhor se o currículo é apresentado de maneira a cativar a imaginação.  Em seu livro “Kingdom of Childhood”, Steiner diz: “Devemos evitar uma aproximação direta às letras convencionais do alfabeto que são utilizadas na escrita e na imprensa do homem civilizado. Antes, devemos guiar a criança de uma forma vívida e imaginativa através dos vários estágios que o próprio Ser Humano percorreu na história da humanidade”.

Minhas próprias crianças experimentaram a alegria de aprender as letras do alfabeto através de contos e através da aquarela e do desenho que acompanham cada letra. A letra “K” (King=Rei), por exemplo, pode ser introduzida através do conto de uma bela história sobre um rei.  Então, o professor pode desenhar a figura de um rei em uma posição que lembre letra “K”e então da história e do desenho retira a letra K e assim por diante. Este processo tem sua base no passado da humanidade, à escrita pictórica usada pelo homem antigo, e empresta qualidades vivas e reais a nossos modernos símbolos – qualidades que a criança consegue compreender. Mesmo tendo levado o primeiro ano inteiro para a apresentação do alfabeto desta maneira, meus filhos nunca manifestaram tédio. Eles estavam vivenciando seus mundos de fantasia, vivenciando o desabrochar da fantasia e imaginação. Eles estavam, na realidade, aprendendo a “compreensão da leitura” muito antes de aprender a “decodificação de símbolos”. Surpreendentemente, crianças Waldorf apreendem primeiramente à parte difícil sem se darem conta disso! Eles vivem as histórias, criam imagens interiores, e compreendem as palavras. Então vem a parte fácil: aprender a decodificar letras, que não são mais estranhas e abstratas, e ler as palavras escritas.

O primeiro livro que minha filha Anna leu, quando finalmente aprendeu a ler na escola, não foi uma cartilha chata, mas um belo conto de E. B. White “A Teia de Charlotte-Web”. De fato, ela aprendeu a decodificar mais tardiamente que seus colegas que freqüentavam a escola convencional. Mas ela aprendeu a ler fluentemente, com compreensão e prazer, muito mais cedo que a maioria deles. Preste atenção nos dramas sofisticados e poemas que lêem os alunos Waldorf das séries mais avançadas. Preste atenção a uma peça de Shakespeare apresentada por crianças da oitava série e você verá a sabedoria da didática Waldorf em relação à leitura.

Utilizando um verdadeiro conhecimento do ser humano, uma real compreensão dos estágios de desenvolvimento infantil, o professor Waldorf é capaz de educar com métodos que permitem o desabrochar prazeroso das crianças. Como Rudolf Steiner diz, “É inteiramente real o fato de que o verdadeiro conhecimento do ser humano pode soltar as amarras e libertar a vida interior da alma e trazer o sorriso a nossas faces”.

Texto baseado no livro de Rudolf Steiner, “The Kingdom of Childhood”. Introductory Talks on Waldorf Education Anthroposophic Press, 1995, p. 23 2 lbid, p. 22.

Parte do Texto é da Revista Renewal: Spring Summer 2000, Volume 9 Number 1.

Pedagoga e Psicopedagoga

Formação em Pedagogia Waldorf, Arte-Educação e Socioterapia

Pedagogia Waldorf e a Idade de Escolarização

7jocehhcy0hjam5obxbxdbh8f

Para esclarecer um pouco sobre o que Pedagogia Waldorf fala sobre a Escolarização, segue uma interessante matéria:

Uma coisa é certa: crianças têm capacidade de aprender, fantasia muito rica e força de vontade; são otimistas, abertas para o mundo, despreocupadas e curiosas. Os adultos têm a tarefa de não destruir tudo isso, e ajudar as crianças a desabrocharem, tanto quanto possível, os seus potenciais passíveis de desenvolvimento.

A presente crise educacional é também um sinal para o fato de que, aparentemente, reina uma insegurança de como preencher essa tarefa educativa da melhor maneira possível. A discussão atual sobre a passagem do jardim de infância* para a escola é bem-vinda na pedagogia Waldorf, justamente porque esse processo de desenvolvimento tem um grande significado pedagógico. Os professores Waldorf são, no entanto, da opinião que a crise educacional só pode ser suplantada e estruturada de uma maneira sensata quando as decisões não são permeadas, em primeiro lugar, por aspectos políticos e econômicos. Do contrário, as crianças, com todas suas habilidades, capacidades, interesses, inclinações e também problemas devem estar no centro do trabalho pedagógico e de formação, assim como seus processos bem diferenciados de amadurecimento. O trabalho pedagógico e de formação começa com a observação de crianças, sem julgá-las, e muito menos ainda comprimi-las em um esquema genérico de formação e desenvolvimento.

Para os professores Waldorf, adiantar a idade de escolarização parece simplesmente representar uma pressa, não levando em conta as chances de desenvolvimento múltiplas e individuais das crianças.

As crianças necessitam de tempo

“A grama não cresce mais rápido se é puxada”, diz um ditado africano. Não é possível descrever de maneira mais plástica o fato de as crianças necessitarem de tempo se habilidades devem amadurecer nelas de maneira duradoura. Resultados de pesquisas científicas nas mais variadas áreas comprovam que o estresse e a pressão, incluindo a pressão do tempo, prejudicam dramaticamente o desenvolvimento das crianças. Além disso, não há até o momento qualquer indício de que o adiantamento da idade de escolarização incentivaria um desenvolvimento sadio, menos ainda que isso aumentaria a alegria de aprender e os resultados do aprendizado. A verdade é justamente o contrário.

Por causa disso o objetivo da pedagogia Waldorf é dar a cada criança o seu tempo necessário de desenvolvimento, bem como oferecer o ensino e formação correspondentes – para que suas capacidades corporais, anímicas, espirituais e sociais possam desabrochar da maneira mais ampla possível. O moto não é “tão cedo quanto possível”, mas “cada coisa em seu devido tempo”.

Por isso é mal colocada a preocupação de que um tempo de vida valioso das crianças será desperdiçado, se elas não entrarem mais cedo na escola. Um jardim de infância não é uma sala de espera, onde nada ocorre e só se mata o tempo; pelo contrário, é um local efetivo de aprendizado. Nele, as crianças conquistam, por exemplo, por meio do (e no) brincar, capacidades fundamentais como competências no movimento, na linguagem, nos âmbitos social e ético-moral, sobre as quais mais tarde é construído o aprendizado escolar.

A maturidade escolar como processo

Na pedagogia Waldorf a maturidade escolar não é decidida somente por meio de uma olhada no calendário. Ela não é definida como um estado a ser atingido, mas ligada a processos complexos de desenvolvimento, cujo julgamento cabe conjuntamente aos pais, educadores, médico escolar e professores que cuidam da admissão. No exame de avaliação da maturidade, da capacidade e da disposição escolares, levam-se em conta vários sintomas. Por exemplo, se o assim chamado primeiro estirão (que começa ao redor de 5½ e termina com aproximadamente 6½ anos) já se realizou, se a troca visível de dentes já começou, e como se evidenciam o comportamento nas brincadeiras, o desenvolvimento social, emocional e cognitivo, a condição das motricidades grossa e fina, e a capacidade de representação mental da criança.

A pedagogia Waldorf coloca grande valor em escolarizar as crianças somente quando esses importantes processos de amadurecimento chegaram a uma determinada conclusão. Só então a criança estará realmente capacitada para concentrar suas forças anímico-espirituais no aprendizado escolar. Não é por acaso que se chama o período do primeiro estirão também de “a pequena puberdade” – uma indicação de que nessa época podem ser vivenciadas, em forma de crises anímicas, intensas fases de formação e transformação corpóreas. Quando essa fase estiver concluída, aproximadamente entre o sexto e o sétimo ano de vida, é que as forças individuais necessárias para o aprendizado tornam-se cada vez mais disponíveis para a criança. Então a criança está realmente madura para a escola.

Conseqüências da escolarização precoce

Um esforço intelectual precoce e muitas vezes unilateral das forças de desenvolvimento da criança, por meio do aprendizado escolar, pode ter como conseqüência um enfraquecimento das capacidades anímicas, sociais e mentais. Pesquisas com crianças precocemente escolarizadas demonstraram que elas apresentam, em curto prazo, sintomas como dificuldades de aprendizagem (crianças escolarizadas demasiadamente cedo repetem de ano com relativamente mais freqüência), cansaço escolar, deficiência de atenção ou perda de motivação. A longo prazo isso leva com freqüência a um prejuízo do potencial de desenvolvimento ulterior em jovens e adultos. Tendo em vista as deficiências de desenvolvimento em crianças que estão começando a escola, o encurtamento planejado do período de jardim da infância, no qual as crianças devem conquistar suas competências básicas, é totalmente incompreensível.

O adiantamento da idade de escolarização altera também radicalmente a pedagogia e a prática do jardim de infância, pois as crianças mais velhas nos grupos passam a não mais pertencer a ele como elementos essenciais da cultura da classe. Esses líderes podem já assumir tarefas e deveres; eles oferecem à crianças menores orientação e têm a função de servirem de exemplos. Aqui formam-se as bases para habilidades sociais efetivas, sobre as quais as crianças estruturam-se no decorrer do desenvolvimento ulterior.

Pois é da maior importância para as crianças mais velhas do jardim de infância, que nessa fase do desenvolvimento elas se vivenciem a si próprias como aquelas que conhecem a vida do jardim da infância, que têm uma certa visão de conjunto, e que já “conseguem” realizar algo verbal e racionalmente . Por isso, esse último ano de jardim da infância dos que têm seis anos ser também chamado o “ano do rei”. Justamente esses processo de amadurecimento deveria ser vivenciado pelas crianças ainda no jardim da infância, pois ele é da maior importância para o desenvolvimento da auto-confiança em suas próprias forças. Com o sentimento seguro do “eu consigo fazer isso”, as crianças mais velhas deixam o jardim da infância e penetram no mundo da escola.

Cada vez mais freqüentemente crianças crescem em famílias pequenas sem irmãos; cada vez mais importante torna-se um campo de aprendizado, no qual elas possam vivenciar e praticar bem cedo o que significa relacionar-se com outros. O livre brincar, inserido no ritmo estruturado de um dia no jardim de infância, oferece para isso as melhores possibilidades. Deve-se temer que um adiantamento da idade de entrada na escola leve a uma situação em que a pedagogia Waldorf não mais poderia estar em condição de manter seu perfil pedagógico especial, na questão específica de prestar atenção à passagem de jardim da infância para a escola, do ponto de vista do desenvolvimento corporal e anímico da criança. Um direcionamento estrito no sentido de um entendimento pedagógico, que fundamenta particularmente as escolas públicas, iria contradizer a oferta de uma diversidade de formações diferentes, como está na Constituição**.

Tarefas para o futuro

As condições e modos de vida de famílias e, particularmente de crianças, mudaram radicalmente nas últimas duas décadas. Por esse motivo a pedagogia Waldorf não descansa sobre o padrão uma vez alcançado. Ela orienta-se de acordo com as novas situações, isto é, as necessidades atuais de desenvolvimento das crianças. Esse trabalho de estruturação é acompanhado de um trabalho de pesquisa científica e orientado pela prática, para as áreas de jardins de infância e escola. Assim, já existem várias experiências em estados da Alemanha e em outros países com as assim chamadas pré-classes e outros modelos tentativos, que tratam da passagem de um jardim de infância Waldorf para a escola. Com a ajuda dessa pesquisa prática testa-se, sempre de novo, se as premissas atuais ainda são sustentáveis ou se nesse ou naquele ponto tornam-se necessárias outras inovações, que apontem para o futuro

Com referência às condições educacionais alteradas, há muitos anos já existem em jardins de infância, assim como no ensino fundamental, premissas novas e intensificadas, como por exemplo:

O caminho para a maturidade escolar tem sido acompanhado mais intensamente no jardim da infância.

Tem sido encorajado, em diversas áreas, um desenvolvimento corporal e anímico, aumentado e diferenciado.

O trabalho conjunto entre jardins de infância e escolas tem aumentado e conceitos para as assim chamadas pré-classes têm sido desenvolvidos sob acompanhamento científico.

O Grupo de Trabalho em Educação e Saúde (um trabalho conjunto da Federação das Escolas Waldorf, Sociedade dos Médicos Antroposóficos na Alemanha, a Associação Internacional dos Jardins de Infância Waldorf, o Instituto IPSUM de Pedagogia, Ecologia dos Sentidos e da Mídia, e Centro de Pesquisa Pedagógica da Federação das Escolas Waldorf) está conduzindo diversos projetos em relação à questão da escolarização precoce, dentre os quais os seguintes:

• Levantamento da situação presente nos jardins de infância Waldorf.

• Levantamento da situação de escolarização nas escolas Waldorf (sobre esses dois pontos, veja-se a revista Erziehungskunst [A Arte de Educar] de maio de 2004).

• Elaboração de critérios de escolarização para o Estudo Retrospectivo de Longo Prazo para a Situação do Desenvolvimento da Saúde das crianças mais novas e mais velhas de uma classe escolar.

• Salientar características pedagógicas básicas para o período de três a nove anos de idade.

Walter Hiller, Bund der Freien Waldorfschulen (Federaçãodas Escolas Waldorf);
Peter Lang, Internationale Vereinigung der Waldorfkindergärten (Associação Internacional de Jardins de Infância Waldorf);
Martyn Rawson, Pädagogische Forschungsstelle beim Bund der Freien Waldorfschulen (Centro de Pesquisa Pedagógica da Federação das Escolas Waldorf).

*Optamos por traduzir propositadamente Kindergarten por “jardim de infância” (a tradução literal, seria, por sinal, “jardim das crianças”), em lugar do que se usa hoje no Brasil “educação infantil” ou “pré-escola”, que já denotam escolarização; a antiga noção de “jardim de infância” casa muito bem com o que se quer entende ainda hoje por Kindergarten na Alemanha.
**Alemã.

Tradução: Valdemar W. Setzer; revisão: Sonia A.L. Setzer.

O texto completo original está em um folheto editado pelo Bund, que nos enviou cópia eletrônica.

A Pedagogia Waldorf- alfabetização

Venho hoje dividir uma matéria que saiu no  O Estado de S. Paulo, sobre a Pedagogia Waldorf e a alfabetização,  vejam!

SUELI PECCI PASSERINI – O Estado de S. Paulo

É possível alfabetizar uma criança com menos de 7, 6 ou até 5 anos de idade? Sim, é possível alfabetizar muito cedo uma criança. Mas será uma alfabetização significativa? Que comprometimentos podem advir do que entendemos como aceleração da alfabetização? Qual é o ganho efetivo para a criança?Ouço muitas vezes no consultório os pais preocupados com o futuro caminho profissional definido pelo vestibular de seu filho ou filha de apenas 3, 4, 5 anos. Quando pergunto aos pais o que eles entendem do brincar de sua criança, geralmente respondem que é apenas um passatempo, exceto pelos jogos de raciocínio. Eles consideram importante preparar a sua criança para a vida, para a competição do mundo, para uma profissão que lhe dê “felicidade” – palavra quase sempre atrelada a “dinheiro”.No entanto, se olhamos a criança quando ela está brincando, fantasiando, subindo em árvores ou correndo com outras crianças, verificamos um universo muito particular no qual ela desenvolve capacidades e uma confiança que, muitas vezes, não encontramos no universo dos adultos bem sucedidos. É por esse motivo que nas escolas Waldorf nós defendemos que até pelo menos os 6 ou 7 anos a criança simplesmente… brinque. O tempo que alguns julgam que ela “perde” por não ser rapidamente alfabetizada, ela na verdade ganha, acumulando forças e mecanismos internos para poder enfrentar o mundo que às vezes tanto preocupa os adultos.Há quase 100 anos da fundação da primeira escola Waldorf na Alemanha, cuja concepção, denominada Antroposofia, foi elaborada pelo filósofo Rudolf Steiner, acreditamos cada vez mais nessa prática, hoje disseminada em mais de 3 mil instituições em todo o mundo, orientando educadores quanto a essa questão. A antropologia antroposófica reconhece a importância do desenvolvimento físico, anímico e espiritual do ser humano em formação. E os sete primeiros anos da criança, por exemplo, representam uma fase de grande dispêndio de energia para preparar toda uma condição física. Isso se evidencia no princípio da troca dos dentes e em um desenvolvimento neurológico e sensorial que tem sua expressão no domínio corporal, na linguagem oral, na fantasia, na inteligência.Contudo, é na atividade do brincar que essas capacidades são desenvolvidas com alegria e seriedade, com atenção e responsabilidade, com segurança e confiança em um mundo bom, que não exige da criança além de suas possibilidades, ou seja, uma entrada precoce no mundo adulto. E alfabetizar precocemente significa empurrar a criança para o mundo adulto (para o qual ela não está preparada, portanto) antes da hora, um gasto de energia que poderá fazer falta na vida futura dela.Em minha experiência docente, assim como psicopedagógica, sempre constato que, para uma criança pequena, o código alfabético é estéril, sem cor, sem beleza, pois é abstrato e desconhecido. Mesmo depois de alfabetizada, é o desenho que representa tão significativamente as suas vivências. Podemos verificar tal condição quando estudamos a escrita de nossos antepassados e a forma de comunicação de nossas crianças, o desenho. A escrita do povo egípcio, os hieróglifos, é a representação objetiva da realidade, ou seja, a re(a)presentação do mundo sensório pelo desenho. Mas quando em 3.000 a.C. surgiu a escrita fonética dos fenícios, ocorreu um distanciamento dessa forma de expressão, porque o fonema não tem mais relação direta com os elementos do mundo circundante.O desenho da criança é, portanto, a sua forma de comunicação natural, semelhante aos antigos egípcios, que revela seu universo infantil com o código que lhe é caro e próprio. Quando a sua criança lhe mostra um desenho que tenha feito, ela está lhe contando como vê o mundo, como se sente, se está alegre ou triste. Não é só a escrita que é capaz disso.Nas escolas Waldorf a alfabetização pelo código fonético inicia-se pelo desenho, de forma lenta e gradual, a partir dos 6 anos, mas o desenho e a pintura correm em paralelo por toda a escolaridade, como uma forma de comunicação tão importante quanto nossa linguagem escrita.A pedagogia Waldorf pressupõe que o professor, realizador dessa pedagogia, conheça o ser humano em seu desenvolvimento geral, respeite o contexto sociocultural em que o aluno está inserido e saiba organizar seu ensino privilegiando a brincadeira, o canto, a dança, para que a alfabetização (e qualquer outro conteúdo de ensino) tenha significado e seja efetiva.Entendemos o brincar como o princípio lúdico que embasa as atividades artísticas e orienta toda a prática docente, mas que também significa ou re-significa o ensino-aprendizado, pois é o motivo, o vínculo afetivo com o professor e com o conteúdo. Termino com a frase do filósofo Friedrich Schiller: “O homem só brinca ou joga enquanto é homem no pleno sentido da palavra, e só é homem enquanto brinca ou joga”.

SUELI PECCI PASSERINI É DOUTORA EM PSICOLOGIA PELA USP, PROFESSORA DA FAAP E AUTORA DE O FIO DE ARIADNE – UM CAMINHO PARA A NARRAÇÃO DE HISTÓRIAS; COORDENA CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA WALDORF E INTEGRA A ALIANÇA PELA INFÂNCIA

Impressões fotográficas do XI Congresso Ibero Americano de Pedagogia Waldorf

Aconteceu nosso importante Congresso com muitos países vizinhos, muita diversidade cultural e principlamente uma rica troca pedagógica, mas por agora quero colocar apenas algumas  das impressões fotográficas do que foi este encontro.

                                                     Grupo Amassador

                                                     Um incrivel trabalho em grupo com 500 pessoas!

      Nosso principal palestrante Osswald Florian com sua tradudora e também palestrante de oficina Úrsula

 O Grupo de Ribeirão Preto, cidade onde aconteceu o Congresso, que preparou tudo com muito carinho.

                                               Descanso depois do almoço…

                                            Uma das apresentações de nossos “vizinhos”…

                                                Todos nossos palestrantes!!!

                                                Oficina com Úrsula e Suzana

 e claro, nós de Botucatu tentando achar nosso lugarzinho na foto oficial com 500 pesoas…